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17 de agosto de 2015
Tratado Internacional de Cosmecêuticos
17 de agosto de 2015

Saiba por que se expor ao sol antes dos 16 anos pode causar câncer

Escrito por Marina Erbolato com orientações da Dra. Luciana Godoi.

Bastante agressivo, o melanoma é um tipo de câncer de pele que, em geral, surge entre os 30 e 60 anos de idade. Mas o que poucos sabem é que a exposição ao sol de maneira excessiva durante a infância e a adolescência pode influenciar no surgimento dessa doença. “Isso porque a maior parte da radiação solar acumulada na nossa pele ocorre até os 20 anos aproximadamente”, explica Dra. Luciana Godoi, formada em Medicina pela UNIFESP e especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.

Segundo ela, é essa radiação acumulada que vai provocar, futuramente, alterações nas células da pele capazes de gerar um câncer. Entretanto, a doença se manifesta em pessoas com idade mais elevada, já que é necessário certo tempo para que ocorram as alterações celulares que levam ao aparecimento do melanoma. As células que sofrem transformação maligna no melanoma são os melanócitos. Elas são capazes de produzir a melanina, pigmento que dá coloração à pele e aos cabelos.

 

Fator de proteção

O uso do protetor solar evita o acúmulo da radiação solar na pele e, com isso, previne de certa maneira o aparecimento do melanoma. Para pessoas que não se expõem diretamente ao sol no dia a dia, o fator de proteção solar (FPS) deverá ser de no mínimo 15. Pessoas de pele mais clara, ou que apresentam uma maior exposição ao longo do dia, devem utilizar um FPS mínimo de 30. Há também protetores solares específicos para crianças, que contêm menos substâncias químicas capazes de desencadear alergias.

Além disso, é importante observar se o protetor solar é de amplo espectro, ou seja, se protege também contra os raios ultravioleta A – o FPS é uma medida que avalia apenas a proteção contra raios ultravioleta B.

 

Grupo de risco

Todas as pessoas devem se preocupar com a saúde da pele, mas, de acordo com Dra. Luciana, pessoas com pele muito clara, cabelos loiros ou ruivos e olhos verdes ou azuis necessitam ter a atenção redobrada. Aqueles que apresentam casos de melanoma na família ou quem teve muita exposição ao sol na infância devem se precaver. Adeptos ao bronzeamento artificial também precisam tomar cuidado: as câmaras emitem radiação ultravioleta em altas concentrações.

Pessoas que possuem muitas pintas devem frequentar o consultório do Dermatologista periodicamente para que o médico as analise. “Hoje em dia, é possível fazer um mapeamento das pintas. Ou seja, nas pessoas de maior risco para melanoma, faz-se um acompanhamento fotográfico digital de todas as pintas do corpo. Assim, é possível detectar precocemente se algumas delas estão se modificando”, afirma.

 

Observe as mudanças

Na maioria das vezes o melanoma surge como uma pinta escura na pele que apresenta crescimento rápido e alterações em sua cor e forma. Assim que perceber que há algo de diferente, procure um médico Dermatologista. Ele irá realizar uma biópsia, na qual será possível detectar o tipo de melanoma e a profundidade da pele que ele está atingindo.

O paciente deve fazer um autoexame da pele a cada três a seis meses. É importante observar todas as pintas do corpo e verificar se há alguma lesão nova ou alguma lesão que tenha tido suas características modificadas. Os principais critérios para suspeitar de uma pinta são chamados de critérios ABCDE. Confira abaixo o que eles significam.

A: Assimetria – Se for traçada uma linha imaginária que divide a pinta ao meio, as duas metades são diferentes?

B: Bordas – As bordas das pintas são irregulares?

C: Coloração – A cor da pinta está mudando?

D: Diâmetro – O diâmetro da pinta está maior que 0,6mm?

E: “Enlargement” – Tem havido um crescimento rápido da lesão?

 

Tratamento eficaz

O tratamento depende da gravidade da doença. Em geral, realiza-se a retirada cirúrgica da lesão com uma margem de segurança. Assim é possível garantir que a lesão foi totalmente extraída. Após isso, realiza-se um estadiamento, que consiste em buscar sinais de metástases, inicialmente nos gânglios (linfonodos) regionais e, se necessário, em outros órgãos do corpo. A partir desse estadiamento, define-se os passos seguintes do tratamento: retirada dos linfonodos, quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia.

E lembre-se: quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor será o prognóstico do paciente.

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